A proposta do Manchester City para ter Kaká já está em quase 900 milhões de reais. Com essa grana dá pra fazer 1 / 6 da transposição do Rio São Francisco e quase 1 / 3 da Linha Amarela do Metrô e, provavelmente, reconstruir grande parte da Palestina. Mas pra quê gastar ajudando uma nação amiga quando se pode aplicar em um único jogador para reforçar um time inexpressivo?
Em meio a recessão global, a verba vem do Sheik, ou Emir, sei lá, de Abu Dhabi, que é o dono do City. Sei que esse time não dá o retorno financeiro esperado e fico me perguntando quais as intenções do Mr. Sheik com isso. Ela não segue a lógica simples de mercado, mas alguma lógica tem que seguir.
Seja lá o que for, ele deve saber o que está fazendo. O dinheiro é provavelmente público, embora nos Emirados Árabes a distinção entre público e privado seja algo nebuloso, semi-inexistente. Tudo que é público é presente da família real de déspotas para seus súditos.
O Milan, que é gigante por sua tradição e não por delírios faraônicos, segue a lógica de mercado e deve aceitar a proposta. Afinal, em negócios é preciso achar formas de faturar, e vender jogador é uma delas, como demonstra o bem-sucedido caso do São Paulo. Tudo é uma questão de preço. Ainda veremos o Manchester United faturar ao vender Cristiano Ronaldo pro Real Madrid, e já vimos a Juventus vender Zidane por que a propo$ta era boa.
Voltando a Abu Dhabi, esse emirado já tirou do Japão o mundial de Clubes da FIFA e do Brasil a última etapa da Fórmula Um. A vizinha Dubai faz todo ano um torneio de exibição de tênis que conta com Federer, Nadal e quase todos os tops, mesmo sem contar um único ponto no ranking da ATP. Não será de estranhar se um dia confrontarem a tradição tentando substituir os torneios de NY, Austrália, Roland Garros ou Wimbledon para fazer um Grand Slam (ou seria Grande Islã?) por lá. A Emirates, companhia aérea de Dubai, patrocina Arsenal e anda conversando com clubes brasileiros.
Outro país parecido com os EAU, o Catar, quer a Copa 2018. Eles podem não conseguir, e acho que essa eles não levam, mas pode ter certeza de que não pouparão esforços ou dinheiro para atingir tal objetivo.
Não gosto de ditaduras e penso que a humanidade usa petróleo demais. Mas não deixa de ser alentador ver os petrodólares ajudando países árabes a absorver um dos principais itens da cultura ocidental: o esporte.
O Sheikh Mansour bin Zayed Al Nahyan (segundo da direita para a esquerda) e sua corte do City.
P.s: Se Kaká for vendido ao City pela proposta atual, o tricolor , que ainda tem direito sobre uma porcentagem da multa dele, pode faturar uns R$ 20 milhões.
Belo post Alê.
Voltou com a corda toda. Sobre a grana que pode pingar pelo Morumbi ela é referente ao São Paulo ter revelado o Kaká e não uma multa.
Por: fernandomainardi em Janeiro 16, 2009
às 10:12 pm
O city, com o time q tem, comprar o kaká é tipo vc morar num cortiço e comprar um audi.
Por: felipe parra em Janeiro 18, 2009
às 4:36 pm
Com essa transação o São Paulo vai faturar mais agora com a venda dele ao Manchester City do que quando o vendeu diretamente ao Milan.
Por: Cowboy em Janeiro 19, 2009
às 8:55 am
A venda do Kaká será ótima pros cofres do SPFC e Milan, mas imagino que será o início do fim da carreira do rapaz. Caso semelhante ao David Beckham na MLS, atuando pelo ridículo LA Galaxy. O cara enche o bolso e some do cenário futebolístico de alto nível. Se o cara tratar o assunto profissionalmente, é só projetar o cascalho do sheik vs. os Euros do Milan mais os Dólares dos patrocinadores ao longo dos próximos 8 ou 10 anos. Agora, com todo respeito aos evangélicos, imagina o que os tais Apóstulo Hernandes e Bispa Sonia estão fazendo para o negócio se concretizar? Os caras vão ganhar 3x mais que o SPFC, que como clube formador fica com 5%! Meu Deus!
Por: Maurício Bicudo em Janeiro 19, 2009
às 4:48 pm
Geinial Bicudo! Não tinha analizado a transação pela ótica Renascentista.
A transação é péssima para o Kaká. Enche o bolso e esvazia a carreira. Quem sabe ele se transfere de lá para o Fenerbache.
Com esse preço ele vem como solução de todos os problemas do M. City.
Se o tricolor de Jesus não resolvia no Milan imagine do clube Inglês.
Por: fernandomainardi em Janeiro 19, 2009
às 5:58 pm
O Kaká não resolvia no Milan? Mas hein? Cuma?
Por: Felipe Parra em Janeiro 19, 2009
às 7:27 pm
Ô Fernando aí você pegou pesado. Kaká foi artilheiro da Champions League 06 / 07, e humilhou o Boca na final do Mundial.
O time caiu de produção, mas o Kaká quando joga é constante. O Pato agradece: está aparecendo pro mundo por causa dos passes do companheiro.
Mesmo assim ir pro City é uma loucura. Mas Kaká tem statuse idade suficientes para ser resgatado antes que seja tarde, além de lugar cativo na Copa. Com no exemplo de Beckham, que saiu dos EUA pro Milan. Na Turquia nunca veremos Kaká.
Por: Alexandre Reis e Silva em Janeiro 19, 2009
às 7:48 pm