
A Nike é má, muito má. Além de estadunidense, uma empresa que explora criancinhas do ainda comunista Vietnã não combina com líderes bolivarianos.
O presidente “de esquerda” que mais rendeu lucros aos bancos no Brasil e o segundo Chávez mais famoso da América Latina se encontraram. E daí? Eles se vêem semana sim, semana não, banalizando os outrora destacados encontros bilaterais entre donos de Est… ops, quero dizer, chefes de Estado. Essa banalização fica evidente com o “presente” que Lula resolveu dar ao Chávez: uma camisa de um time da Série B.
Imagino que, com tantas reuniões e souvenires trocados entre os dois, chegou um momento em que foi necessário apelar para a imaginação na hora de escolher o presente protocolar. Já não basta o cara ser de um país onde o futebol é menos popular que o beisebol e o vôlei, e o presente dele é, ainda por cima, a camisa de um time de futebol da Série B!
Está bem claro que nosso malandro (ou seria gaiato?) presidente estava fazendo algo no qual é craque: tirar onda. Lula, que é um dos aliados preferenciais de George W. Bush na América Latina, só queria uma desculpa para dar ao Coronel venezuelano uma camisa do “grande demônio”, representado por aquela exploradora de criancinhas vietnamitas chamada Nike.
E Chávez, em sua inocência, just did it: levou o presente consigo, pensando no que iria dizer em casa quando o vissem com a camisa que traz a logomarca de um demônio yankee.

Olhe à sua esquerda e veja que esse lado é o detentor exclusivo da bondade: um cara que aceita uma camisa do timón sem reclamar nem fazer cara feia tem que ser muito gente boa.

- Já o Fidel, que não é bobo nem nada, só usa adidas. Afinal, é muito mais coerente a um socialista evitar os yankees e usar a marca que fez o tênis mais caro do mundo (U$D 1500,00), além de ser conterrânea de Audi, Mercedes e Porsche.
Corrigido às17:52: Como bem informou Tiago, Chavéz não ganhou o presente de Lula, embora a razão da visita do venezuelano tenha sido um encontro com o nosso presidente. Ufa! Isso quer dizer que a camisa do Corinthians não foi paga com dinheiro público.
Corrigido às 17:59: SEGUNDA CORREÇÃO: Com uma assertividade revolucionária, Tiago e seu inseparável Google me informam que o ocorrido em Manaus foi um encontro multilateral, não bilateral. Essa mídia independente e descompromissada é um perigo!
Quem deu o presente alvinegro ao venezuelano foi Luiz Aubert Neto, presidente da ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamento).
Por: Tiago em Outubro 1, 2008
às 5:49 pm
Opa, esqueci da fonte: http://uolesporte.blog.uol.com.br/.
Por: Tiago em Outubro 1, 2008
às 5:50 pm
Errata: como corrigiu o Tiago, Chavéz não ganhou o presente de Lula, embora a razão da visita do venezuelano tenha sido um encontro com o nosso presidente.
Por: Alexandre Reis e Silva em Outubro 1, 2008
às 5:55 pm
“Os mandatários de Equador, Rafael Correa, e Bolívia, Evo Morales, também participam do encontro para falar sobre a integração sul-americana.” mesma fonte.
Tem um negócio bem bacana que inventaram há pouco tempo que se chama Google. Recomendo!
Por: Tiago em Outubro 1, 2008
às 5:57 pm
Google? Sei não. Eu evito produtos americanos, digo, estadunidenses. Além disso, não confio na grande mídia, pois ela é manipulada pelas elites. Só leio veículos pequenos como o Futebol de Botão.
Por: Alexandre Reis e Silva em Outubro 1, 2008
às 5:59 pm
Taí o erro!
Por: Tiago em Outubro 1, 2008
às 6:01 pm