Publicado por: Marcio Parra | Julho 25, 2008

O mercado persa

Tenho acompanhado com curiosidade a algum tempo as tabelas de transferências internacionais de jogadores publicada no site da CBF ( www.cbf.com.br ).

Até consigo entender quando um jogador que faz um bom campeonato ou um jovem talento é negociado para praças mais vistosas como Alemanha, Espanha, Itália ou Inglaterra. É um bom negócio para todos os envolvidos.

Mas quando você olha para, por exemplo,  a tabela de transferências de 2.007, onde estão apontados 1.085 transferências internacionais (saídas do Brasil para outros países, sem contar os retornos que foram de quase 500 jogadores), você começa a desconfiar que alguma coisa está errada ou que tem gente gananciosa demais neste processo.

Você olha lá e ve transferências para centros de referência de futebol, tais como: Africa do Sul, Angola, Bosnia – Herzegovina, India, Indonésia e por aí vai até chegar ao….Vietnã!!!

Alguém já ouviu falar do concorrido campeonato do Vietnã?

Pois o Agostinho Petrolino do Olimpico Pirambu de Sergipe vai jogar no HOANG ANH GIA LAI FC, time que eu só repito o nome lendo e, com certeza, errando na pronúncia.

Pois eu penso no Agostinho no Vietnã. Como é que vai ser? Ele domina a língua? Fala, pelo menos o Inglês? Conhece os costumes ou os hábitos alimentares da região?

O que me parece, infelizmente, é que com o beneplácito da CBF os agentes de futebol estão revivendo o tempo do comércio de escravos.


Respostas

  1. O que eu sempre me pergunto nestes casos é se o jogador, ao encarar um mapa mundi, consegue localizar sem ajuda o país onde ele vai viver pelos próximos anos.

  2. Belo post Marcio. Gostei do “beneplácito”.
    Realmente a falta de critério dos empresarios/cafetões é preocupante. Sobre a adaptação, dependendo da condição que o garoto tinha por aqui, vai viver um vidão no Vietnã.


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