Publicado por: Felipe Parra | Maio 29, 2008

Animal?

O Fluminense conseguiu um excelente resultado na Argentina. Excelente mesmo, mesmo sabendo que nada está resolvido. Se o Renato têm dúvidas é só perguntar pro Atlas. O Corinthians lotou o Morumbi e conseguiu uma vitória raçuda. Com isso, está a dois bons resultados (ou dois resultados sortudos) de jogar a Libertadores 2009. Quem diria!

Mas, pra mim, a imagem da noite é essa:

É impressionante. Certos jogadores não nasceram para decidir. O Edmundo têm momentos antológicos. De cabeça, me lembro dele brigando com o Rivaldo na Copa de 98′, quando o ex-Mogi Mirim quis devolver a bola aos franceses no meio do segundo tempo, usando o bom e o velho Fair Play. Edmundo quase matou o coitado, com razão, pense bem, é final de Copa! Também lembro daquela clássica, onde ele tirou o cartão vermelho do bolso do juíz e mostrou-o para o homem de preto. Uma forma de protestar contra a má atuação do moço do apito. Sensacional.

Mas sua história negra ganhou mais um capítulo nesta semifinal contra o Sport. Ontem, assim como em 2000, no tão discutido primeiro Mundial de Clubes da Fifa, o Animal caminhou para a cobrança com a responsabilidade de decidir. Ontem, assim como em 2000, Edmundo errou. E o estigma de perder pênaltis em momentos importantes pega de vez no jogador. E o Vasco, mais uma vez, perde uma importante decisão. Pobre Animal.


Respostas

  1. Hahaha. Rivaldo ex Mogi Mirim é dureza, mas como o tema aqui é outro, vamos lá.
    O Animal realmente não nasceu para bater pênaltis. Mas como penalti é loteria prefiro ficar com outros feitos dele. Por exemplo o recorde de gols em um brasileiro em 1997 (29). Recorde de gols em um mesmo jogo (6). Só marcou menos que Roberto Dinamite e Romário. Era o único que saia de três marcadores sem ninguem saber como. Sou fã do Animal, mesmo com todo o destempero dele, está entre os melhores que ví jogar. Sou fã do Animal!

  2. Cara, eu também sou fã dele. Ele é fundamental com a bola andando, mas com a bola parada só tem uma solução: não deixar cobrar.

    Ou seja, alguém devia impedi-lo. Simples assim.

    PS.: Não tire o mérito da maior revelação da história do Mogi Mirim. Hehehe.


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